05 outubro, 2017

A ovelha perdida é que se dane


Todos conhecem a parábola em que Jesus fala de um pastor que tinha 100 ovelhas. De repente, uma se perde, logo, o pastor deixa as 99 e vai em busca da ovelha perdida.

Pois bem, essa parábola deveria balizar a ação pastoral e da igreja com aqueles que se afastam. No entanto, não é o que costuma acontecer.

Tenho conversado com muitas pessoas, que ao compartilhar suas histórias, relatam que deixaram de frequentar um templo por algum motivo. Contudo, o que mais me chama atenção e, é enfatizado por quem me relata, é que após deixar de frequentar a igreja ninguém entrou em contato. Nem o pastor, nem os obreiros, nem os diáconos, nenhum membro. Em todos os relatos isso causa espanto e indignação.

Parece que ao mesmo tempo em que a pessoa deixa de ir à igreja, deixa de ser importante, deixa de ser querida, deixa de existir. Isso contraria a lógica pastoral ensinada por Jesus. Aquela parábola estabelece qual deve ser a prioridade.

Nenhum telefonema, mensagem de texto, e-mail, nada... Visita? Nem pensar. Ninguém procura a ovelha desgarrada para saber se está tudo bem, se precisa de ajuda, ou, se está enfrentando alguma crise.

O pior é que ainda dizem que devemos amar. Amar até os nossos inimigos. Como assim cara pálida? Se não consegue amar aquele a quem outro dia chamava de irmão!

Ocorre também, que a pessoa que está afastada vai ficando sem graça, pois sabe que o dia que voltar a igreja as pessoas vão lhe dizer: Está sumida! O que ouve? Ou então irão lhe abordar em tom de cobrança, exigindo explicações para justificar as ausências. O que era ruim fica ainda pior.

É preciso olhar para dentro, fazer autocrítica. Chega de hipocrisia. Não me venha com esse papo de amar quando a lógica que impera é: a ovelha perdida é que se dane.


A. F. Freitas




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