14 julho, 2017

Adorar a frequência à igreja é desviar-se do Evangelho



É muito triste quando a frequência à igreja toma o lugar de Deus. É interessante porque o hábito de ir constantemente ao templo pode se transformar em idolatria e tomar a primazia que deveria ser do Pai celestial.

É triste ver que a frequência ao templo, por vezes, substitui a relação com Deus, uma troca nada saudável.
Fico indignado, perplexo e estarrecido quando vejo que a constância aos cultos passa a ser o objetivo de vida de alguns irmãos, sendo o “ir à igreja” a finalidade de todas as coisas, estando acima de tudo e de todos. É como na parábola do bom samaritano. O sacerdote passa, mas está atrasado para o culto, não poderia parar para ajudar. Então, passa o levita, e este fica a levitar, rsrs (brincadeira)... acontece que o levita tem ensaio e se vê impossibilitado de ajudar aquele pobre necessitado.
Surpreendentemente, um samaritano, que provavelmente não frequentava igreja, foi quem parou para prestar socorro.

Repare que a frequência à igreja impediu dois homens, com títulos e prestígio dentro de uma congregação, de cumprirem o primeiro e maior mandamento. Curioso não? Paradoxal talvez. Pode parecer uma tremenda heresia, mas não é. A frequência à igreja pode nos impedir de estarmos presentes, nos impedir de amar as pessoas, nos impedir de servir.
É muito triste quando o zelo excessivo pela frequência à igreja faz com que amigos de anos se separem, fiquem sem se ver, pois quem venera a frequência à igreja nunca tem tempo para estar com esse amigo, não consegue visitá-lo, participar de uma social ou ter uma conversa longa ao telefone.

A programação da igreja é sempre mais importante. Raramente não se tem algum compromisso no templo. De segunda a segunda, agenda lotada, cheia de eventos, encontros, congressos, festividades, cultos, reuniões e ensaios.

É impressionante quantos filhos e filhas crescem distantes dos pais por conta do zelo excessivo em frequentar à igreja. Quantos lares arruinados, famílias violadas, casamentos destruídos.

Quando alguém passa adorar a frequência à igreja, certamente já se desviou do evangelho.
Forte não?

Proponho um desafio. Leia os evangelhos e enumere as vezes que Jesus estava no templo e as vezes em que ele estava com as multidões, com o povo, com os doentes, pecadores, excluídos, ou, com os seus amigos, mais conhecidos como discípulos. Fez a conta?
Pois bem, muitas pessoas tem perdido amizades valiosas, vínculos familiares e afetivos por conta da frequência à igreja. Não há nada de errado em ir à igreja, contudo, o evangelho não se resume nisso. Ir à igreja não deve ser mais importante do que estar com alguém, do que amar alguém, do que servir alguém, do que socorrer alguém.

A família deve vir antes da igreja. Deus criou a família lá em Gênesis e criou a igreja muitos e muitos anos depois.

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8. 36)

Sei que se você faz parte de alguma igreja institucional deve se sentir muito pressionado a comparecer a todos os eventos promovidos pela igreja, porém não é obrigado. Às vezes a liderança não considera o ritmo de vida acelerado que vivemos e lota a semana de atividades.

Pode ser que você fique mal visto, que te critiquem, te chamem de frio, turista ou domingueiro, contudo melhor é adorar a Deus e viver em simplicidade do que adorar a frequência à igreja. Vai por mim.

Igreja ou senzala?


#prontofalei

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