17 julho, 2016

A cura da alienação parental de Deus

Por Allan Felipe Freitas

Quando eu era pequeno sofri alienação parental[i]. Minha avó me colocava contra o meu pai. Penso que ela não fazia isso de maneira intencional, mas era o que acontecia. Ela me pintou um quadro irreal sobre ele. Costumava se referir à figura dele como sendo uma pessoa ruim e um péssimo pai.

Logo a identidade de pai que eu fui construindo tinha como base as informações que eu recebi da minha avó. Com o passar do tempo, e, a medida com que eu fui me relacionando com o meu pai, fui percebendo que ele era uma pessoa completamente diferente do que eu pensava. Ao me relacionar com o meu pai pude perceber quem ele era de verdade. A alienação foi desfeita.

Assim acontece com a concepção que temos sobre Deus. Quem não se relaciona com Deus acaba tendo em mente uma imagem a seu respeito construída em cima daquilo que lhe contaram. Deus é isso. Deus é aquilo. Deus é assim e assado. Na maioria das vezes os conceitos acerca de Deus passam longe do Deus-Pai Todo Amoroso revelado em Seu Filho Jesus.

Costumamos crescer acreditando num deus tirano, castrador, castigador, punitivo e vingativo. Pois bem, essas são as características do deus caricato criado pelos homens e desenhado pela religião. Um deus que não é o Deus, Pai de Jesus.

E por falar em Jesus...

A missão de Jesus era de nos mostrar (o pai) e nos levar ao Pai.


“E vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto (...) Quem me vê a mim vê o Pai.”
(João 14. 7, 9)

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
(João 14.6)


Só em Cristo Jesus somos curados da fobia de Deus.


Conforme vamos nos relacionando com o Pai, por intermédio, do perfeito caminho aberto por Cristo, podemos conhecê-lo. Então, conhecendo e prosseguindo em conhecer o Pai celestial, nos damos conta de quem Ele é de verdade. Com isso, somos curados da síndrome de alienação de Deus. Desta forma passamos a nos ver como sendo filhos amados, os quais ele ama tanto quanto o seu primogênito, Jesus.





* Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. (fonte: alientacaoparental.com.br)




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1 comentários:

  1. Não só você, mas também sofri, só que não convivi com meu pai, o pior estrago que faz num pessoa é não sente o AMOR de Deus, porque vê DEUS como padatrado

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