03 maio, 2016

E se Deus fosse o seu Pai?

pai, paternidade, pai e filho
Por Allan Felipe Freitas

Você já se imaginou sendo filho de alguém muito poderoso? Como seria a sua vida?Pensou? Então, preste muita atenção no seguinte:

É muito comum filhos de pessoas influentes ao serem paradas numa blitz, por exemplo, dizerem: “Você sabe quem é o meu pai?”

Quem nunca viu essa cena? São filhos que se estribam na posição que o pai ocupa e no poder que decorre dela. Sendo assim, confiam que o pai pode livrá-los de certas enrascadas, mesmo estando errados.

De vez em quando, uma criança quando se sente acuada, costuma defender-se ameaçando chamar o pai: “Vou chamar o meu pai, ‘ein!?’...”

Pois é, situações como essas são comuns. Mas voltando a questão acima.

E se o seu Pai fosse ninguém mais, ninguém menos, do que Deus?

Isso mesmo. Já pensou em ser filho do Todo-Poderoso, o Ser Supremo, o Criador de todas as coisas, o Soberano, o Altíssimo? Como você se sentiria tendo um Pai tão poderoso?

Pode parecer imaginação, contudo, a paternidade de Deus é a mais pura realidade. Ela se realiza através de Cristo Jesus.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”
(João 1.12)

Você pode até pensar que isso é bom demais para ser verdade, pois a concepção do fato de que Deus pode ser o nosso Pai é quase que inacreditável.

No entanto, essa é uma das características da boa nova, ou, do evangelho, sua mensagem é tão encantadora, tão poética, tão bela, tão sublime e tão boa que tudo parece bom demais para ser verdade. Contudo, posso lhe assegurar que o Evangelho não é um conto de fadas, ele é real.

Freud, o pai da psicanálise, em um dos seus escritos salientou o seguinte:

“Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um PAI.”

Se para entrar no Reino de Deus é preciso ser como uma criança, podemos dizer que mesmo com uma idade avançada, estamos na infância, pois não somos auto-suficientes. A figura da criança representa dependência. Sendo assim, qual o ser humano adulto que não carece de cuidados e de proteção? Se nós nascemos de novo, somos crianças em busca de maturidade, porém nunca seremos independentes, sempre dependeremos da provisão do Pai.

Muitas pessoas não conseguem ver Deus como Pai. Isso se dá por diversos motivos: a ausência da figura paterna (seja por que motivo for), um pai agressivo e opressor, ou, um pai abusador, por exemplo.

Por mais que pessoa tenha tido um pai presente, carinhoso e atencioso, esse pai certamente não foi perfeito, porque em algum momento ele faltou, a decepcionou e não correspondeu a suas expectativas.

Mesmo aquele pai ideal, com todas as qualidades possíveis e imagináveis não pode se comparar ao Pai Celeste. Este Pai está numa categoria inatingível, tem um amor infinito para dar, mantém os seus olhos sobre os seus durante 24 horas por dia, cuida da vida dos seus rebentos em cada mínimo detalhe e sabe os corrigir da maneira ideal (Hb. 12. 6-6).

Um dos grandes motivos que pode nos impedir de ver Deus como pai é o conceito distorcido que temos de Deus. Desde muito pequenos ouvimos expressões como: “Deus castiga.” “Não queira cair nas mãos Deus” “Você vai ser ver com Deus”.

Somando a isso, a religião faz questão de pintar o quadro de um Deus vingador, odioso, castrador, estraga prazeres, maquiavélico, que fica esperando um deslize nosso para nos punir. Logo, a imagem que muitos têm de Deus é a pior possível, por isso, algumas pessoas estabelecem uma relação de medo e de culpa com a divindade e não uma relação baseada em amor.

Infelizmente esse quadro pintado pela religião em nada se parece com o Deus-Pai revelado nos Escrituras por intermédio de Jesus Cristo.

Primeiro que um deus como esse (o da religião) nunca se mostraria como Pai, no máximo como padrasto. Por isso, a importância de conhecer o Pai pela via correta, isto é, a sua Palavra. Segundo, que se o interesse de Deus fosse nos castigar e nos punir, Ele não enviaria o seu filho para ser o primogênito de muitos irmãos.           O deus da religião condena, o Deus-Pai prefere manifestar a Sua graça e o Seu perdão.

Somente em Cristo somos curados da fobia de Deus e podemos chamá-lo de aba-Pai, ou seja, paizinho querido.

“A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!
 (Gálatas 4.6)

O teólogo John Stott costuma dizer que Pai é o nome cristão de Deus, pois o cristão não se relaciona com Deus, mas com o seu Pai.

E esse Pai é perfeito, é compassivo, é doce, é amável, é íntegro, é belo, é pleno, é cuidadoso, é generoso, é justo, é amigo, é fiel, é presente, é tudo aquilo que precisamos.

Cristo não monopolizou o Pai, Ele deixou claro que o Pai é nosso, demonstrando o grande propósito de Deus contido no envio de seu Filho, que era nos tornar filhos de Deus.

Ao enxergar Deus como Pai passamos a fazer um mergulho terapêutico. À medida que nos aprofundamos e nos deparamos com a imensidão do Seu amor somos curados, nossa alma é tratada, nossas feridas são saradas, nossos traumas são ressignificados. Tudo que era vazio e não tinha sentido passa a ter, pois no colo Pai, estamos seguros e junto D’Ele somos aconselhados, consolados e reanimados.

Deus fez de tudo para ser o seu Pai. Ele está querendo saber se você quer ser filho D’Ele.

E aí? Topa?

Abaixo segue uma bela canção que trata do assunto abordado neste texto.


* O texto prossegue em outro artigo. Clique aqui para ler a continuação do texto.






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