10 maio, 2016

Deus não é nosso patrão, é nosso Pai

Deus é pai, Deus-Pai, Paternidade de Deus
 Por Allan Felipe Freitas

Se o método de Deus é a graça, então não cabe condenação da parte D’Ele para conosco.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”
(Romanos 8.1)

“(...) Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;”
(Romanos 5.20)

Também não cabem exigências para com Ele da nossa parte. Um filho não exige nada de um Pai, não determina nada para o Pai, não tem autoridade e nem moral para colocá-lo contra a parede.

É justamente por termos com Deus uma relação filial, que é inconcebível a ideia de que temos que reivindicar os nossos direitos. Mas que direitos? A nossa relação com Deus não é sindical. Se somos filhos, devemos honra e respeito ao Pai, contudo temos pleno acesso a Ele para pedir o que quisermos. Sendo assim, o filho deve obediência ao pai, o filho não manda nele, mas pode pedir e o pai decide se dá ou não, considerando sempre o que é bom para o filho.

“Igreja é o lugar aonde as pessoas vão para perdoar Deus.” - frase dita por uma criança de 7 anos

Para uma melhor compreensão deste texto, recomenda-se a leitura dos textos anteriores: "E se Deus fosse o seu Pai?" e "O Deus-Pai e o Seu amor de mãe".

Continue a leitura para entender porque Deus não é o nosso patrão, mas o nosso Pai.

A partir do momento que queremos nos relacionar com Deus reivindicando direitos, abrimos mão da condição de filhos e queremos tratá-lo como patrão, como prestador de serviços, ou, como qualquer outra instituição.

Tudo isso me faz lembrar uma parábola contada por Jesus. Certamente você já conhece, ela está registrada no livro de Lucas, capítulo 15, dos versos 11 ao 32. É a famosa parábola do filho pródigo.

O filho mais novo pediu sua parte da herança e abandou a casa do pai. Gastou tudo o que tinha vivendo dissolutamente, chegando ao ponto de ter que se submeter a trabalhar cuidando de porcos. A condição era tão precária que ele desejava comer a comida destinada aos porcos.

Então, ele pensou: Os trabalhadores da casa do meu pai têm pão e de sobra, vivem uma vida muito melhor do que a que eu tenho levado. Vou retornar para a casa do meu pai e pedir que ele me aceite como um de seus empregados.

Ao retornar para o lar, o pai o avista de longe e logo se alegra. A euforia do retorno do filho tomou conta do lugar. O pai mandou preparar um cordeiro cevado e muita comida pra receber o filho. Diz as Escrituras que o pai o abraçou e o beijou.

Repare nas palavras do filho:

“Então, o filho lhe declarou: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho!’.”
(Lucas 15.21)

Tem vezes em que pisamos tanto na bola que não nos achamos dignos de sermos chamado filhos de Deus, pois o desonramos, o deixamos. É neste ponto em que o método pedagógico do Pai faz toda a diferença. Por meio da graça Ele não nos dá o que merecemos. Pelo viés da meritocracia, esse filho deveria ter sido rejeitado. Entretanto, o Pai celeste não rejeita ninguém.

“Todo aquele que o Pai me der, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira alguma o excluirei.”
(João 6.37)

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
(Mateus 11.28)

O Pai celeste, ao invés de nos condenar, prefere comemorar o nosso retorno. Por isso, imagino que tudo isso tenha sido constrangedor para aquele filho. Ele nutria esperança de que o pai o aceitaria como empregado, mas nem disso tinha certeza. Contudo, o Pai o recebeu de braços abertos, com tanto amor, que ele ficou constrangido. Certamente pensou: Eu não mereço esse tipo de tratamento; isso não pode ser verdade.

Acredito que esse fato o marcou de tamanha forma que ele deva ter chegado à conclusão de que o que fez não passou de um devaneio e que ele nunca mais vai desejar estar longe do pai.

Esse fato representa o trato de Deus para conosco. Ele é um Pai que acolhe e recebe os seus filhos. Que faz festa quando nos voltamos para Ele. A graça de Deus é isso. É dar um presente quando o que a pessoa merece é um castigo. É favor imerecido.

O pai nem ao menos cogitou a hipótese de receber o filho como empregado, porque filho é filho. O nosso registro de filho já foi registrado no cartório do Reino de Deus e está carimbado e assinado com o sangue de Jesus. É irrevogável. Deus não volta atrás. Ele nos adotou e jamais desistirá de nós.

Se Deus nos recebe como filho, por que tem gente que insiste em querer se colocar como empregado de Deus? Em se colocar na condição funcionário que reclama seus direitos? Parece que para alguns “Deus” é um patrão meia boca que não cumpre suas promessas e que não paga o salário em dia, por isso, precisam reivindicar.

Para outros, “Deus” é como um vendedor mentiroso, que vende um produto de má qualidade, que promete mundos e fundos e não cumpre a promessa. Aí vai uma alerta. Deus não falha e nem mente. Ele não muda, Ele não é homem para mentir e nem filho do homem para se arrepender. Por isso, céu não existe PROCON.

É uma perda de tempo deixar de desfrutar do acesso que o filho tem ao pai para se colocar com um trabalhador revoltado, querendo colocar o patrão na justiça.


Deus não é nosso patrão, é nosso Pai.


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