16 março, 2016

O coração pastoral de Jesus (Parte 2)

Jesus, Jesus Cristo, Salvador, Bom pastor, Jesus o bom pastor
Por Allan Felipe Freitas

Só é possível ter compaixão se antes tiver paixão pelo que faz. Muitos pastores começam o seu ministério com uma paixão ardente por almas, pela Igreja do Senhor e pela missão a qual Deus o confiou. No entanto, com o passar dos anos, as lutas, as dificuldades, cobranças e pressões começam a minar essa paixão.

Não é raro encontrar pastores com anos de estrada que estão desmotivados, desencorajados e sem ânimo para prosseguir. 

A igreja costuma pulsar no ritmo do coração do pastor. As ovelhas tendem a ser o reflexo do líder. Elas ouvem a voz do seu pastor. Se esta voz é uma voz alegre, encorajadora e cheia de esperança, as ovelhas a recebem calorosamente e procuram agir de acordo com esse tom, porém, se a voz que ouvem é uma voz cansada, desanimada, sem motivação, sem força, sem paixão, elas tendem a se adequar a esse timbre negativo.

Aquele que tem paixão por sua missão, facilmente exercerá compaixão por aqueles que encontrará ao longo jornada. Ter compaixão é mais que ter empatia. A empatia está mais ligada ao racional, é o saber se colocar no lugar de outra pessoa, já a compaixão está ligada ao emocional, é poder sentir o que o outro sente.

Um coração pastoral é um coração piedoso, cheio de misericórdia e de amor de compaixão. Não age por interesse próprio nem se gloria em seus feitos, antes, o seu prazer está em servir.

Muitos pensam que ser pastor é estar em destaque, ser honrado e receber aplausos. Ledo engano. O verdadeiro ministério pastoral passa longe disso. Costumo dizer que ninguém é levantado a pastor.

Quando alguém é ordenado a pastor está sendo rebaixado à condição de servo dos servos. Infelizmente é este tipo de visão que tem faltado a igreja no Brasil em nossos tempos. Muitos querem o título para se locupletar, para terem influência, para mandar nas pessoas, para ostentar poder. 

Não é a toa que a função pastoral é uma das que mais atraem psicopatas.

Um pastor chamado por Deus não manipula e nem  busca firmar sua autoridade a partir do controle. A palavra chave que define um pastor autêntico é cuidado. O pastor cuida porque ama. É justamente na manifestação do cuidado com as ovelhas que o seu ministério é reconhecido entre elas.


Caro leitor, este texto faz parte de uma séria e é a continuação do texto O coração pastoral de Jesus – parte 1. Recomendo que você clique aqui para ler a parte anterior. Clique aqui para ler a continuação do texto (PARTE 3). 


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