24 fevereiro, 2016

O dia em que Deus usou os lábios de Ivete Sangalo

Ivete Sangalo
Por Allan Felipe Freitas

Há tempos atrás circulou um vídeo na internet em que a renomada cantora baiana Ivete Sangalo estaria supostamente possuída por um demônio. Infelizmente algumas pessoas do meio evangélico, de maneira maldosa, gostam de fazer tais associações, visando ressaltar que o sucesso de determinado artista se deve a um pacto espiritual com alguma entidade.

Pois bem, o assunto aqui não é esse, na verdade, é exatamente o contrário. Estou procurando flashs nos quais Deus usa artistas não bem quistos pelo meio evangélico.

A Igreja Reina, da qual faço parte, recentemente iniciou um trabalho denominado rastros da graça. Nessa série, procuramos rastros da graça em diversos estilos da música secular e tocamos essas canções no culto, com o intuito de demonstrar que Deus inspira quem Ele quiser, não só os que possuem o selo gospel. Deus fala pela arte, pela cultura, e usa artistas de todos os meios. Não é a toa que o dito popular alega que todo poeta tem um pouco de profeta.

Jesus disse: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!”
(Mateus 6.22-23)

Tem gente que só vê diabice, só consegue enxergar demônio em tudo e entrega preciosidades advindas do Pai celeste a Satanás. Nosso Mestre ensinou que a boca fala do que o coração está cheio (Mateus 12.34). A lógica para os olhos é a mesma da boca, só vemos aquilo que prevalece em nossa mente, enxergamos sempre aquilo que preenche a nossa mente.

Sendo assim, vemos aquilo que antes predominou em nossa consciência. Se a pessoa vê diabo em tudo é porque o diabo é maior do que Deus em sua consciência.

Em tempos de “Sabor de mel”, canções como “A cura” de Lulu Santos, “Amor maior” de Jota Quest e “Pais e filhos” do Legião Urbana, são verdadeiros poemas, hinos e apelos que apontam para o amor do Supremo Criador.

A música não se divide entre música sagrada e profana, sacra e secular, mas sim em música boa e ruim. Por vezes a música do céu (leia-se gospel) mais parece a música do inferno (leia-se do mundo ou secular) e a música do inferno se parece mais com a música do céu.

A canção “Quando a chuva passar”, interpretada por Ivete Sangalo traz uma mensagem forte que aponta para Cristo. Quem tem bons olhos vê! Nessa canção não digo nem que tal mensagem esteja implícita porque está explicita para quem quiser ver e ouvir.

Repare neste refrão:

“Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja
Eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou céu e fim
E o meu amor é imensidão.”

Permita-me fazer uma breve explanação sobre este rico refrão:

Chuva e tempestade são metáforas quem indicam mau tempo, dificuldades, adversidades, lutas, momentos difíceis.  Por vezes, não conseguimos identificar a presença de Deus na tempestade. Tem vezes que Ele parece estar dormindo e incapaz de nos ouvir, assim como Jesus na passagem descrita nos evangelhos. Há momentos em que Ele vem ao nosso encontro para nos socorrer, mas não o percebemos, e pior, o confundimos com um fantasma.

Em momentos assim gosto refletir no seguinte versículo:

“Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus.”
(Isaías 50.10b)

Passando a tempestade, dissipando-se as nuvens negras, o tempo se abre, tudo clareia e logo temos a visão mais nítida e a plena percepção da pessoa de Jesus conosco.

Abrir a janela significa sair do isolamento, olhar lá fora, contemplar a natureza, ter contato com a realidade. “Abra a janela e veja eu sou o sol”.

Quem é o sol da justiça? Não é Jesus? Pois é, atrevo-me a dizer que é de Jesus que a canção fala.

“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” (Malaquias 4.2)

Ele é tudo. Diz à palavra: “porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente” (Romanos 11.36). As Sagradas Escrituras também afirmam que “Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Efésios 1.2-23). Portanto, Cristo está em tudo e em todo lugar, Ele é céu e mar.

Ademais, segundo o dicionário, a palavra imensidão significa: vastidão; aquilo que não se consegue medir; de tamanho e grandeza impossível de serem medidos: a imensidão do infinito. Infinidade; em grande quantidade. Que amor tem essas características senão o amor de Deus?

O amor de Deus é imenso, infinito, profundo, furioso, imensurável, doce, eterno, constrangedor, incomparável, inconfundível, transformador, arrebatador...

É esse amor que se apresenta para nós quando abrimos nossa janela e podemos contemplar o sol e qualquer outro elemento da natureza.

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.
Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.
A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol.”
(Salmos 19.1-4)

Quero com esse texto quebrar todos os paradigmas e romper com preconceitos, certo de que toda vez que Ivete que canta essa música empresta seus lábios a Deus. O Deus soberano e glorioso utiliza de todos os meios para comunicar o seu amor à humanidade.






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