08 dezembro, 2015

O problema da gravidade quântica: cordas, branas... ou a Cruz?

Por Thiago Assimos

Desde que o homem se conhece, é notória sua busca desenfreada pela compreensão do cosmos. Eu poderia ficar aqui por muitos parágrafos dissertando sobre a evolução destas ideias, porém, destoaria um pouco do cerne deste texto; para tanto, aqui será tomado um rumo a partir da ciência moderna.

Foi o espírito inquiridor do homem que instalou no início do século passado um marco na história da humanidade pelo surgimento dos dois pilares do conhecimento atual; a saber: a relatividade geral e a mecânica quântica. Estas duas últimas teorias modificaram totalmente a maneira com que percebemos o universo. Conforme a teoria quântica antevê, toda a complexidade no mundo pode surgir do acaso, ao contrário da relatividade de Einstein nas escalas astronômicas, que descreve a evolução do universo a partir de condições iniciais.

Foi do enlace entre a relatividade especial e a mecânica quântica que veio à tona a chamada teoria quântica de campos. Esta, por sua vez, quando aplicada aos fenômenos eletromagnéticos dá origem à mais bem sucedida teoria física – a eletrodinâmica quântica possui uma precisão fenomenal de uma parte em dez bilhões!

Mais adiante, a eletrodinâmica quântica foi posta como uma manifestação de uma teoria mais geral – a teoria eletrofraca – que descreve além da interação eletromagnética, a interação fraca (aquela que é observada no decaimento das partículas beta). Neste arquétipo, já que todas estas teorias são descritas por teorias de calibre, a interação forte também é mesclada à interação eletrofraca, originando assim o modelo padrão da física de partículas. E foi com este mesmo propósito que começaram as buscas pela inclusão da gravitação (a quarta interação) neste cenário de unificação.

Já que a física é única, porque não pensar numa harmonização, que neste caso, está atrelada à uma conexão intrínseca entre a quarta força com as demais interações.

Tecnicamente este “problema” está em primeiro lugar no “podium” de dificuldade da física teórica. Quantizar a gravidade da mesma maneira que foi feito com as outras forças (interações) resulta em medidas infinitas que não podem ser interpretadas fisicamente, já que a gravitação é considerada uma teoria não linear. Daí, estamos diante de uma peculiaridade da relatividade geral que a caracteriza como teoria não renormalizável, ou seja, aquela que não “cura” os infinitos da teoria.

Existem inúmeras propostas para uma gravitação quântica. Por exemplo: temos a teoria de cordas, gravidade quântica em laços, gravidade quântica como teoria de calibre euclidiana, etc. Todas com problemas, até o momento. Por exemplo, a própria teoria de cordas, a mais cogitada como “salvadora da pátria” apresenta um número de 26 dimensões! Usualmente isso é amenizado através da compactificação das dimensões extras (que não são detectadas em nossos experimentos) ou por meio dos universos das p-branas, ambos envolvendo mais de quatro dimensões.

E então, já parou para pensar como seria possível casar perfeitamente a gravidade com a teoria quântica?

Sinceramente, eu creio piamente que a ciência caminha na direção certa para explicar este e tantos outros fenômenos. E não fica somente em minhas palavras, veja só o que encontrei:

“Deus, em toda a sua sabedoria e entendimento, fez o que havia resolvido e nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é de unir no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra.”
 (Ef.1:10)

Agora, num “estalo” já posso vislumbrar a obra redentora da Cruz acoplando plenamente a teoria de Einstein com a mecânica quântica; não poderia ser diferente, pois tudo converge para Ele. "Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas." (Rm. 11:36a)

Daí, você pode questionar: então porque ainda não foi evidenciado tal resultado? Questão de tempo.

Como já dizia o cientista: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima. (L. Pasteur)”

Prossigamos em conhecer cada vez mais da ciência, pois em algum momento será inevitável não encontrá-Lo. (“O primeiro gole do copo das ciências naturais torna ateu; mas no fundo do copo Deus aguarda.” W. Heisenberg). Ele contém a ciência em sua própria essência e detém todas as respostas para nossos anseios.

“Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-Lo. Tão certo como nasce o sol, Ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra.” 
 (Os. 6:3)

Lembremos de que Ele é uma fonte inesgotável. A cada dia que conhecemos mais de Deus, descobrimos que nada sabemos, e que mais dependemos infinitamente da sua graça.


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