17 setembro, 2015

Sim, eu sou pecador!

Pecado, Pecador, Máscara, Interior

Por Leonardo Geranio

Diariamente somos bombardeados por notícias carregadas de morte, dor, violência, promiscuidade e mentiras de todo tipo.

Assistimos, estarrecidos com crimes hediondos, escandalizados com entretenimento sexual pervertido nas novelas, descrentes com escândalos políticos, indiferentes aos corpos mortos nas favelas.

Olhamos para os protagonistas, os agentes, responsáveis ou vítimas destes acontecimentos, como se fossem menos humanos que nós. Pessoas indignas de receber qualquer tipo de amor. Pessoas que merecem algum tipo de castigo que pague o preço pelo que cometeram.

Por vezes, somos capazes de dizer frases como: “Graças a Deus não foi comigo.”, “Como pode uma pessoa ser capaz disso?”, “Isso é culpa dos pais que não deram educação.”, ou ainda “Bem feito.”.

Esquecemos que, antes de qualquer coisa, somos todos pecadores? Indignos?Não merecedores? Esquecemos que todos pecamos e igualmente dependemos única e exclusivamente da Graça de Deus?

Uma pessoa que mata, que sonega, que trai, que mente,que se droga, que comete suicídio, está ocupando um papel social que poderia ser ocupado por mim ou por você.

Sim, desde que existe “mundo” criado por humanos, existe o pecado. Todos somos frutos de uma existência caída, de uma essência má. Erro é nosso sobrenome. Por mais que você possa negar, todos somos capazes de maltratar nosso semelhante de várias maneiras. Das mais despretensiosas e cotidianas as mais horrendas e letais.

Desde que existe pecado, somos incapazes de nos libertar de suas amarras sozinhos. Logo, os exemplos diários que temos de atrocidades, irão ocorrer. Só basta saber quem irá praticá-los.

Cristo veio ao mundo para nos libertar deste jugo maligno. Desta natureza perversa que todos temos. Nele, somos capazes de vencer sim, todo e qualquer problema terreno, todo e qualquer distúrbio, toda raiz de ódio que nos impulsiona para executar atos de maldade.

Minha conversão em Cristo não me torna melhor do que ninguém. Não me coloca em nenhuma escala hierárquica na qual eu fique em um patamar de superioridade. Não me torna imune ao pecado. Antes, minha conversão Nele, me salva de mim mesmo. E para que eu mantenha a distância de maltratar o meu próximo, eu preciso me lembrar quem eu sou fora de Cristo. Eu preciso saber que sou tão capaz de praticar o mau quanto qualquer outra pessoa. Somente assim, com o arrependimento genuíno, constante auto-avaliação e com a presença do Espírito Santo somos capazes de praticar o bem.

Pergunto então, qual deveriam ser nossas atitudes, pensamentos e sentimentos ao nos depararmos com as notícias diárias de violências em nossos meios de comunicação.

Ora, para os que já entendem salvos em Jesus Cristo de Nazaré, não resta outro Caminho senão o do Amor.

O diabo somente tentou a Cristo no deserto, porque sabia que Sua humanidade O colocava a prova, e Cristo somente venceu, pois também sabia disso. Ele se negou e colocou o Pai à frente de todas as ciladas (comida, segurança, riquezas e fama).
Amar a Deus acima de todas as coisas e amar o nosso próximo como a nós mesmos é a única forma de nos abstermos do pecado.

Eu só não caio de um precipício, quando eu não me aproximo dele, justamente por saber, ter a ciência, que pode ocorrer. Isso se chama prudência e sabedoria.

Por falar em cair, escuto por vezes a expressão “Fulano caiu da Graça”, quando algum erro de um cristão se torna de conhecimento público. A Graça seria uma espécie de cavalo que, uma vez que montamos, podemos cair em um galopar mais forte da existência?

Evidentemente que não. Nada pode nos separar do Amor de Deus, portanto, nada pode me separar da Graça de Deus.

Eu comparo a Graça com um oceano. A única coisa que pode servir de ilha para nos tirar do afogamento eminente é o nosso “eu interior”, nosso ego, nossa justiça própria. Daí Jesus pedir “Negue-se a si mesmo”.

Quando nos deparamos com o pecado de outro ser humano, só temos dois caminhos a percorrer:
  • O da justiça própria – que lançará automaticamente aquela pessoa no inferno e, consequentemente, nós também.
  • O da Justiça de Deus – que gerará em nós misericórdia suficiente para perdoar e amar aquela pessoa, mesmo que ela não peça por isso.
Devemos seguir o exemplo de Cristo ao lidar com o caso da adúltera perante seus acusadores. Antes de dizer a ela “vá e não peques mais”, Ele à amou e à defendeu perante a hipocrisia dos demais. Somente assim, ela pôde olhar para ela mesma e perceber o quanto havia pecado contra Deus.
Somente o genuíno amor pelo próximo é capaz de gerar no próximo um genuíno arrependimento.

Que possamos nos enxergar como Paulo se enxergou ao se reconhecer como o principal dos pecadores e devedor tanto de sábios quanto de bárbaros.


Minha oração é para que tenhamos uma fé como a de Estevão, onde as Sagradas Escrituras afirmam em Atos 7:60, que ele amou seus algozes independente do pecado que cometiam, pecado este que lhe tirou a vida.


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