15 julho, 2015

Oração contrária


Por Allan Felipe Freitas

O objetivo desse texto é jogar uma pá cal num tema que tem causado muita confusão e dúvidas no meio evangélico carismático. Na tentativa de tirar algumas minhocas da cabeça de muitos, analisaremos biblicamente a procedência da tão temida “oração contrária”.

É muito comum circular no meio pentecostal assuntos que girem em torno da “oração contrária”. Mas o que seria a “oração contrária”? A oração contrária seria a oração feita em discordância da prece de outrem. Um exemplo: o irmão A ora pedindo a Deus um emprego e a irmã B ora para que Deus não lhe dê um emprego, logo, Deus não atende a oração de A porque B orou de maneira contrária.

Trata-se de um assunto permeado de misticismo e algumas crendices. Não é incomum ouvirmos orações que mais parecem um ritual de bruxaria:

- Deus, mate a ciclano.
- Senhor, coloca uma lepra em beltrano.
- Fulmina esse encapetado, Jeová!

O que ocorre é que muitas pessoas crentes no poder da “oração contrária” atribuem a ela certas manifestações e acontecimentos. A pessoa é acometida de uma enfermidade e alega ser obra de oração contrária, não consegue alcançar um objetivo e atribui isso as pessoas que estão orando contra.

Ela funciona como uma espécie de macumba evangélica que amedronta, paralisa e causa muita confusão. Contudo, haveria respaldo nas escrituras para creditar a esse tipo de oração alguma importância?

Primeiramente, Deus não é Deus de confusão, como ele atenderia a dois pedidos opostos? Ele não é soberano? A sua vontade não é boa perfeita e agradável?

Como Deus poderia atender a uma oração que deseja o mal a outro irmão (a)?

“Muito pode por sua eficácia a súplica do justo.”
(Tiago 5.16b)

Não há dúvidas de que a oração é poderosa e muito pode a oração de um justo, detalhe a oração de um justo. Não só quem hora deve ser justo, mas como também a oração deve ser justa, do contrário o Deus justo não a pode receber.

“Pedi e não recebereis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.”
(Tiago 4.3)

Deus é fiel a sua Palavra, nela está escrito que se pedimos mal, isto é, se pedimos algo que diverge da sua Palavra, ele não atende.

Portanto, afirmo categoricamente que o poder da tal “oração contrária” não passa de uma invencionice humana, um sofisma, uma heresia, uma mentira. O cristão que lê e confia na bíblia não pode acreditar nesse tipo de engano.

Infelizmente não posso assegurar que no meio evangélico você não encontrará gente orando desta maneira, que mais parece feitiçaria. Porém, o efeito que esse tipo de oração pode exercer é nulo. Esse conceito de que podemos ser "vítimas de orações contrárias" não passa de uma especulação infundada que leva os crentes a um tipo de pensamento mágico, irreal, irracional.

Beira a esquizofrenia ter esse tipo de crença, seria como se Deus tivesse múltiplas personalidades.

Não nos iludamos, o Pai celestial só houve um tipo de oração, conforme descrito acima, e não mais que isso.


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3 comentários:

  1. Depois de uma pesquisa na net sobre esse assunto, até que enfim achei uma postagem coerente. Obrigado

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  2. Diego, fico feliz em saber que esse texto lhe ajudou de alguma maneira.

    Fique a vontade nesse espaço.

    Espero que você volte sempre.

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  3. Sábias palavras meu irmão em Cristo.

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