14 junho, 2015

O Batismo que os Pentecostais, Neopentecostais, Reformados, Igrejados e Desigrejados precisam clamar

Por Allan Felipe Freitas

O mundo evangélico é bastante heterogêneo, há quem pense que possa representar uma totalidade desse seguimento, ledo engano. Assim como é difícil categorizar precisamente todos os movimentos dentro da vertente protestante é complicado dizer que se fala por todos, pois há muita divergência teológica, uns pensam de uma forma outros de outra.

O grupo dos reformados pertence às igrejas históricas, que surgiram com a Reforma Protestante, normalmente prezam por um estudo fiel das escrituras, das doutrinas, da história dos reformadores, amam a verdade. Fazem parte desta corrente as igrejas: Luterana, Presbiteriana, Episcopal Anglicana, Batista, Metodista.

Posteriormente surgiu o movimento pentecostal que se originou no começo do século XX, nos Estados Unidos, com ênfase no batismo com o Espírito Santo e no falar em línguas estranhas (glossolalia) como sinal deste batismo. Neste seguimento há o estudo da bíblia, porém há um enfoque todo especial no poder de Deus. Destacam-se neste grupo as igrejas: Assembléia de Deus, Congregação Cristã e igreja do Evangelho Quadrangular.

Pentecostais e reformados duelavam em defesa do que acreditavam, os reformados eram acusados de serem “sorveterianos”, de não terem recebido o Espírito Santo, já os pentecostais de serem despreparados, hereges, analfabetos bíblicos.

Adiante, nasce o movimento neopentecostal, nas décadas de 70 e 80 ganham força no Brasil. Outro seguimento que tem sua origem nas terras do Tio Sam. O foco agora é que Jesus cura, liberta e prospera. A teologia da prosperidade ganha os púlpitos do Brasil, e talvez, essa seja a vertente que mais “cresce” no Brasil. Há uma ênfase especial nos milagres. Estão dentro desse pensamento as igrejas: Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Mundial do Poder de Deus, Apostólica Plenitude do Trono de Deus, Renascer em Cristo e Sara Nossa Terra além de uma série de igrejas independentes e comunidades evangélicas.

Recentemente um fenômeno tem tomado conta de uma parcela de cristãos brasileiros, o que também ocorre na Europa e na América do Norte, esse fenômeno chama-se “os desigrejados”. Para parte destes irmãos que decidiram seguir a sua fé longe dos templos, o problema é a institucionalização da igreja. Criticam o templocentrismo, preferem aderir a reuniões informais em casas, parques, praias a terem que se adequar ao sistema eclesiástico piramidal propenso a abusos e distorções.

Logo, uma nova luta é travada... Quem está certo? Qual batismo é que vale? O da verdade? O do poder? O dos milagres? O dos templos? O do anti-templos?

Cada um destes grupos: reformados, pentecostais, neopentecostais, igrejados, desigrejados deveria ter algo em comum? Qual deles a final está com a razão? Qual batismo é legítimo?

Jesus disse o seguinte: “ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13. 35-36).

Independentemente do grupo que se esteja se é discípulo de Jesus o que deve falar mais alto é o amor. Em Jesus descobrimos que o cerne de qualquer questão deve girar em torno do amor genuíno, sem segundas intenções, desprovido de motivações erradas. O foco da mensagem do evangelho é o amor. Só o amor faz com que o mundo saiba que somos D’Ele. Por isso, peço por um batismo de amor, que me faça amar os que me perseguem, que me maldizem e me maltratam, que me faça amar o oprimido, o rejeitado, o excluído, o menor, o órfão, a viúva, o pobre, a prostituta e seja lá quem for; que me faça “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Que haja mais amor!

Que o clamor de todos venha ser por este batismo...

O batismo de amor.


Assim seja!

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