11 abril, 2015

A Babilônia que o crente deveria ver


Por Allan Felipe Freitas

A novela Babilônia tem causado grande discussão entre evangélicos e a Rede Globo.
Não é a primeira vez que a teledramaturgia global é alvo de críticas e protestos por parte dos evangélicos. Recentemente, inúmeros sites publicaram notícias e opiniões a respeito da telenovela que conta com um casal de lésbicas da terceira idade, interpretado Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg.

Sei que estou meio atrasado para falar do assunto. Todavia, permita-me explicar. Primeiramente, estava sem tempo disponível para escrever. Segundo, tantas pessoas se manifestaram que não julguei necessário ser apenas mais um na multidão e aproveitar a polêmica para promover o meu trabalho via blog. Terceiro, essa discussão em torno das novelas da Rede Globo já virou uma novela chata e repetitiva, porém infelizmente a maioria dos evangélicos ainda não amadureceu e fica perdendo tempo com esse tipo de bobagem.

A começar pelo nome, instigante e provocativo: “Babilônia”. Nome que não soa bem aos ouvidos de um cristão, obviamente, porque remete ao império perverso e dominador do antigo testamento, mas também nos dá a ideia de um sistema corrupto que é representado pela promiscuidade, perversão, prostituição e todo tipo de imoralidade sexual.

Na minha análise, a emissora já trabalha de maneira premeditada para chocar os evangélicos, tendo em vista que essa não é a primeira vez que uma novela gera tamanho alarde entre os crentes.  A Globo lucra com isso! Faz parte do jogo. Quem entende de televisão sabe que as novelas da emissora já não estão dando tanta audiência e, além disso, a concorrência aumentou bastante nos últimos tempos.

Quando os evangélicos começam a criar campanhas de boicote e encher as redes sociais de críticas à novela, quem ganha é a emissora da família Marinho. Não precisam gastar em publicidade nem precisam se esforçar para que falem da novela, pois ela já está na boca do povo gospel.

São essas polêmicas que sustentam a emissora. Será que só eu vejo isso? Tem alguém que concorda comigo neste ponto?

Você não está satisfeito com o que é exibido na TV? Então, desligue o televisor ou mude de canal, o controle está literalmente na sua mão. Agora, toda vez que uma emissora quiser publicar coisas de conteúdo moral duvidoso e, determinado grupo religioso fizer campanhas do tipo, esta irá sempre se utilizar deste artifício.

Se você é crente e está preocupado com a novela Babilônia, deixe eu te mostrar uma Babilônia muito pior que, talvez você ainda não conseguiu perceber. Deixemos de lado um pouco as novelas. Tomemos como ponto de partida o recorte bíblico abaixo:

“(...) conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.
E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas.”
 (Apocalipse 18.10-13)

Esse trecho das escrituras nos fala de uma Babilônia que não está nas novelas, porém, dentro das igrejas. É lastimável constatar que boa parte de nossos templos deixaram de ser casa de oração para ser casa de comércio. Os programas de rádio e televisão não tem mais a finalidade de pregar o evangelho da salvação e sim de vender livros, CD’s, DVD’s e de lançar desafios financeiros para ensinar o povo a negociar com Deus, como disse uma americano quando esteve aqui no Brasil.

Vendem oração, vendem bênçãos, vendem unções. Fazem barganha com Deus. Negociam curas e milagres. Na verdade, estão negociando almas humanas. É triste ver pastores vendendo o voto do seu rebanho, parece-me que as pessoas perderam o seu valor, são vistas como números como cifrões, como clientes ou como escravos que trabalham para a expansão de um império ministerial.

Mas dessa Babilônia, poucos ousam falar. Uma Babilônia muito pior que aquela a qual fiz referência anteriormente, pois diferentemente daquela, esta, não age por ignorância, mas por astúcia, por um desejo desenfreado pelas riquezas e pelo poder. Nas novelas não se usa o nome de Deus para enganar ninguém, nem se enriquece as custas do nome de Jesus.

Ah.... essa Babilônia que está dentro de alguns templos! Essa daí é muito mais imoral, muito mais perversa, muito mais perniciosa. Nela há lobos vorazes que são verdadeiros atores globais, pois se disfarçam de pastores bonzinhos com técnicas teatrais e de persuasão. Aproveitam-se da ignorância, da necessidade e da fraqueza de multidões para extorquir, prometer coisas que Deus nunca prometeu. Falsos profetas, mercadores do templo, “empresários e comerciantes de almas humanas”.

Essa Babilônia vai cair. Ah se vai! E no dia do juízo, parafraseando Jesus, haverá muito mais rigor para a "Babilônia de dentro” do que para a "Babilônia de fora”.

“Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável.”
(Apocalipse 18.2)




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