06 março, 2015

Quando a perseguição está nos planos de Deus

PARTE 2
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Perseguição, unidade e subversão

Por Allan Felipe Freitas

Além de impulsionar à obra missionária a perseguição une os cristãos. Nos países onde a igreja é perseguida não há distinção, divisão ou separação; cristãos são cristãos. Não importa se batistas, assembleianos, presbiterianos ou luteranos. O que para nós brasileiros é impensável para os perseguidos é uma realidade que nem mesmo os católicos escapam. Lá, não há essa cisão entre cristão católico e cristão protestante, o que para nós tão é comum. Todos se uniram em um só propósito.

Analisando a nossa realidade alguém pode até sugerir: Puxa, temos tantas denominações! Novas igrejas são abertas diariamente e parece que cada vez estamos mais divididos por questões teológicas, doutrinárias e denominacionais. Não seria a perseguição um meio de Deus unir novamente a igreja no Brasil?

Bem, eu particularmente acho que sim.

A perseguição provoca a unidade da igreja. Quem lê notícias sobre os cristãos perseguidos nota que os textos jornalísticos não se preocupam em classificar os cristãos por seguimento algum.

Para dar continuidade com a nossa reflexão tomaremos como referencial o texto bíblico abaixo:

“Rogo-vos, pois irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois, a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso Cristo está dividido?”
(1 Coríntios 1. 10-13a)

Quando a perseguição chega não há nenhuma outra bandeira a ser hasteada a não ser a bandeira de Cristo. Os que antes estavam divididos em denominações, ideologias, bandeiras político-patridárias, correntes teológicas; nada muito diferente do que nos tempos de Paulo (uns dizendo ser de Paulo, outros de Apolo e outros de Cefas), voltam a ser unicamente de Cristo.

O Senhor da Igreja preza pela unidade, este é um princípio que Ele estabeleceu para sua Igreja. Unidade significa a capacidade de ser indivisível. Por isso, Ele mesmo trata de nos dar o exemplo sendo três indivisíveis em Um. Pai, Filho e Espírito Santo. O próprio Jesus nos ensinou isso quando disse que Ele e o Pai são um.

O nosso Deus ama a união (Sl. 133.1). Cristo nos mostrou que o reino dividido não prospera e que até mesmo o reino das trevas está unido em um propósito (Mt. 12.22-30). Quando um grupo é coeso, unido e compartilha dos mesmos objetivos ele pode chegar a lugares inimagináveis.
A bíblia nos conta a história da torre de Babel. Os homens se reuniram e decidiram construir uma torre que chegasse aos céus e, assim, aquela cidade fosse reconhecida internacionalmente. Todos estavam obstinados e focados na construção daquele monumento. A união daqueles homens era tamanha que nem Deus duvidou de que eles fossem capazes de realizar o que estavam pretendendo. Deus desceu a terra e verificou que o povo era um e que tinham a mesma linguagem. Então, Ele decidiu intervir fazendo com que cada um falasse uma língua diferente (Gn. 11.1-9).

Antes que alguém retruque, acusando Deus de fazer o papel do diabo, que é de dividir, vamos deixar claro que há uma língua universal chamada amor que nos conecta e reconecta a tudo e a todos. A cruz é o maior símbolo deste amor. Composta por uma haste vertical e outra horizontal ela representa uma ponte que reconcilia o homem com Deus (verticalidade) e reconcilia o homem com os seus pares (horizontalidade). No centro da cruz está a junção destas duas hastes, bem no centro dela está Jesus, filho do Deus que se define pela palavra amor. Porque “Deus é amor”.

E o diabo? Sabemos que a grande estratégia dele para enfraquecer a igreja é dividi-la. Não precisa ser doutor em Psicologia Social para saber que qualquer grupo desunido está fadado ao fracasso, pois há um conflito entre seus componentes devido a seus objetivos distintos.

É por conta disso que a igreja quando é perseguida ganha uma força descomunal. A aparente fraqueza encobre um dínamo (poder) espiritual incontrolável pelas forças repressoras. Leia mais uma vez o texto de Atos dezesseis na narrativa na qual se conta que Paulo e Silas mesmo presos e açoitados oravam e cantavam, e por sua vez, a igreja intercedia por eles, quando de repente acontece um terremoto e os apóstolos são libertos daquela prisão. Nesta passagem temos um claro exemplo sobre o que estamos abordando.

Quando há perseguição a subversão que é fruto da pregação do Reino de Deus ganha mais força. Tal subversão não pode ser contida, não pode ser deletada com repressão, castigos, ameaças, torturas ou assassinatos. Essa subversão é incontrolável e tem como válvula propulsora o Espírito Santo.

À medida que a igreja se une o seu testemunho torna-se mais evidente ao mundo. Ganha credibilidade, autoridade e veracidade. Temos que ser um para que o mundo saiba que somos discípulos do Cristo subversivo que foi perseguido e morto pelo sistema, mas ressuscitou ao terceiro dia.

Recentemente assisti a um vídeo que muito me impactou. Assista, pois irá retratar justamente o que estou abordando nesse artigo, são fatos reais da igreja de hoje. Uma verdadeira lição para nós cristãos-ocidentais-livres.



  

[*] O texto segue uma linha de raciocínio. Para melhor entendimento sugiro a leitura da postagem anterior “Quando a perseguição está nos planos de Deus – parte 1”.

Não deixe de retornar ao blog para ler a última parte do artigo. Postaremos em breve.




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