07 janeiro, 2015

Os velhos não podem entrar no Reino de Deus


Por Allan Felipe Freitas

Talvez você tenha se assustado com o título, mas permita-me explicar-lhe. Não estou me referindo aos velhos em idade cronológica, porém aos velhos de espírito. São esses os impedidos de entrar no Reino.

Os velhos de espírito não permitem o aprendizado, acreditam que sabem de tudo, e não há quem possa lhes ensinar. Os velhos de espírito são orgulhosos, prepotentes, soberbos e com o seu olhar altivo nivelam por baixo todos a sua volta. Também são problemáticos quando o assunto é perdão. Muitos velhos de espírito guardam mágoas e rancores que os envelhecem ainda mais.

Você conhece alguém assim?

Por isso, Jesus disse:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.”
(Marcos 2.22)

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.”
(Marcos 10.15)

Mas, por que deveríamos ser como uma criança para receber o reino de Deus?
Porque as crianças estão alinhadas com a lógica do reino de Deus. 

Vejamos alguns pontos em que ser como criança torna-se igual a agir como um genuíno filho de Deus e cidadão do reino.


1.      As crianças são curiosas e tem vontade de aprender:

É muito comum em determinada idade ouvir de crianças as indagações de: por que isso? Porque aquilo? Por quê? Por quê? O que é isso? Para que serve? Mamãe, de onde vêm os bebês?

A criança é curiosa por natureza, e justamente por ter pouca experiência de vida, se empenha em conhecer o mundo a sua volta. Tem um imenso desejo de aprender. Pesquisas revelam que o caráter da criança é formado dos 0 a 6 anos, fase de intenso desenvolvimento e aprendizado. A infância é uma das melhores fases da vida para aprender.

Uma criança pode até achar que sabe de tudo, mas no fundo no fundo, tem o desejo da descoberta, o que a psicanálise chama de pulsão epistemofílica. Muito diferente dos velhos de espírito, os xícaras cheia que não reservam mais espaço para o conhecimento.

“[...] aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.”
 (Mateus 11.29)


2.      A criança confia plenamente na palavra do seu pai:

Quando Jesus fala que é necessário ser como criança para entrar no reino de Deus, creio que ele também se refere a essa característica infantil. Até que chegue a adolescência e vivencie os lutos da infância, dentre eles, o do pai herói idealizado, o filho sempre acredita no que o pai conta ou promete. Ainda que seja a mentira mais descarada, o filho acredita e confia invariavelmente no pai.

Quando crescemos temos a dificuldade de confiar nas pessoas assim como confiávamos no pai da infância. Isso até pode ser encarado de forma positiva, entretanto, tal desconfiança não serve para nossa relação com Deus. A relação homem-Deus deve ser pautada em total confiança. É aí que mora o problema.

Quantas vezes Deus nos promete algo e duvidamos? Assim como Sara, rimos do que Ele diz, acreditando ser impossível, surreal, inimaginável. Ou então, deixamos de lado a promessa e a Palavra e passamos a ação, na tentativa de fazer acontecer com as nossas próprias mãos.

E como confiar em um Deus que eu não vejo?

Somente sendo como uma criança para obter tamanha fé.

A fé de um gigante é a fé de uma criança.


Como temos o que aprender com as crianças!...

“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.”
(Salmos 37.5)


3.      A criança tem facilidade de perdoar:

Basta parar por uns instantes e observar o comportamento de um grupo crianças. De repente um amiguinho briga com o outro e, então, passam-se alguns minutos e já estão de bem como se nada tivesse acontecido.

Quem dera fosse assim no mundo dos adultos! Quantas guerras não seriam evitadas? Quantas mortes deixariam de ser contabilizadas?

Por isso, Jesus quer que sejamos como crianças, pois devemos sempre estar dispostos a perdoar.

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”
(Mateus 18.21-22)


4.      A criança não tem preconceito:

Uma vez ouvi de um pastor que em certa feita passeava com o seu filho, quando este o surpreendera com o seu comportamento livre de estigmas. Enquanto o pai tentava afastar-se com a criança de um morador de rua que estava assentado na calçada, o filho se aproximou dele e disse: Oi moço. Bom dia!

Aquela atitude quebrou o pastor que logo reconheceu o seu preconceito velado. 

Preconceito é uma palavra que não consta no vocabulário de Jesus e nem no das crianças.


5.      As crianças são cheias de sonhos e possuem a esperança de um futuro melhor:

As crianças que conheço estão sempre imaginando coisas, planejando outras, dentre elas o seu futuro. 

Com quem vão se casar, quando isso irá acontecer. Quantos filhos querem ter. E no que irão trabalhar. Com os olhos cheios de esperança dizem:

- Vou ser astronauta!

- Eu vou ser bombeiro!

- Eu sou o superman!

- Eu serei modelo e muito famosa!

Admiro o otimismo utópico das crianças, tão necessário para mudar o mundo. É essa esperança de dias melhores que precisamos ter em nossos corações. Encontramos na Palavra de Deus amparo para carregarmos essa esperança em nosso peito.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.”
(Jeremias 29.11)


Tenha a idade que tiver. Não deixe de ser criança. Vale a pena ser criança! Vale a pena entrar no Reino.










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