29 dezembro, 2014

O grande perigo de não reconhecer os meus erros

culpa, erros, foi ele, terceirização da culpa

Por Allan Felipe

Um dos princípios do evangelho de Jesus é o arrependimento. João Batista, a voz que clamava no deserto, já anunciava: “arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus; produzi fruto digno de arrependimento.” (Mt. 3.2; 3.8).

Jesus veio ao mundo morrer pelos nossos pecados. Através do arrependimento e confissão, alcançamos pela graça o perdão e a libertação do pecado. A bíblia nos diz que o Espírito Santo nos convence do pecado (João 16.8). Ora, convencidos do pecado, cabe a nós reconhecer o erro e pedir perdão por este.

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
 (1 João 8-10)

É aí, que entra a dificuldade que temos em reconhecer que estamos errados. Costumamos transferir a culpa, que é nossa, para um terceiro. A terceirização da culpa é muito perigosa e nos traz o engano de que estamos sempre certos. Quando fazemos isso, lesamos a nossa consciência.

Separei as três maneiras mais comuns de terceirização da culpa.


1) Culpamos a Deus:

“Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?
Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.”
(Gênesis 3.11-12)

Adão, após ter pecado foi questionado por Deus sobre seu erro. E na sua resposta é possível perceber que ele transferiu a culpa para Deus, alegando que foi o Altíssimo quem lhe dera a mulher que o fizera pecar, isto é, Adão estava dizendo que o Senhor era culpado por ter lhe dado uma mulher que o induzira ao erro, quando na verdade foi o próprio quem decidiu comer do fruto da árvore proibida.

Comumente culpamos a Deus por acontecimentos que são fruto dos nossos erros. É preciso saber diferenciar a soberania de Deus da responsabilidade humana. Às vezes o que estamos a viver é fruto do nosso erro no passado.


2) Culpamos o Outro:

“Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.”
(Gênesis 3.13)

Repare que esse mecanismo de transferência da culpa não é novo. Assim que houve o “pecado inaugural”, o homem passou a se esconder e fugir da sua responsabilidade e não quis admitir a sua “pecabilidade”. Eva, ao ser questionada por Deus diz que não foi ela a errada, mas sim a serpente. Foi a serpente quem a enganou. Eva, assim como Adão, não reconheceu o seu erro e culpou a serpente.

Quantas vezes erramos, mas não queremos admitir e culpamos aquele que está mais próximo? Quem quando criança nunca culpou o colega por uma besteira que fez?

Quando assim fazemos, não agimos com honestidade para conosco muito menos para com Deus.


3) Culpamos o diabo:

Esse terceiro item tem sido o mais comum no meio evangélico, porquanto, diabo virou o bode expiatório dos crentes. A culpa é toda dele, é sempre ele.

O homem cai em adultério, à culpa é do diabo. Foi a pomba gira quem o fez cair. O outro rouba a igreja e a culpa é de quem? Advinha? Do diabo. Em fim, tudo o que der errado na vida de tais pessoas, nunca será um erro dela, será a atuação do diabo.

Quando uma pessoa atribui ao diabo um poder que ele não tem e diz que foi ele quem fez isso ou aquilo, quando na verdade não foi, esta pessoa está dizendo que o diabo tem poder sobre a sua vida, que ele pode dominá-la. Assim, o diabo passa a ter uma procuração dada pela própria pessoa que o autoriza a atuar na vida dela com total liberdade.


Nesse contexto vou introduzir um outro tema que tem tudo a ver com não reconhecer seus erros. A blasfêmia contra o Espírito Santo. Você sabe o que é? Tem dúvidas? Será que esse é o único pecado que não tem perdão? Esse será o tema da próxima postagem.

No próximo texto estará o desfecho dessa mensagem e a revelação do grande perigo de não reconhecermos os nossos erros.


Até lá...




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