19 novembro, 2017

Ganhei um sorriso de Graça


Um dia desses passava por uma rua próxima a minha casa. Estava triste, chateado e com raiva. Tinha acontecido algo que me chateou muito. Passei em frente a uma velha casa onde tinham várias crianças. E uma delas, uma menina de uns 8, 9 anos, olhou pra mim e deu um sorriso...

Eu realmente não sei o motivo, foi muito espontâneo e verdadeiro, mas estava com muita raiva e não retribuí aquele sorriso sincero. Só sei que me arrependi!!!

A verdade é que entendi que perdemos muita coisa em nossas vidas por causa da preocupação e desespero por problemas que logo vão se resolver. E o pior é que não temos o poder pra mudar essas situações que acontecem com a gente.

Eu não pude retribuir aquele sorriso, mas nunca esquecerei dele. Foi como se Deus me dissesse que Ele sorri pra mim o tempo todo, com uma pureza e amor de uma criança. Com isso o Espírito Santo me trouxe uma definição nova sobre a Graça. Ele tem me falado várias definições, mas esta ganhou um lugar especial dentro de mim.
E a definição foi: "Graça é Deus sorrindo pra você".

Com isso lembrei das passagens que tenho costume de ler em Gálatas e Efésios, mostrando que Deus nos gerou para louvor e glória de sua graça, que nos fez aceitáveis, irrepreensíveis e inculpáveis a Ele por meio de seu Filho.

O que me resta é aceitar essa verdade, que as vezes parece mentira de tão simples e tão poderosa.

Acho que esse é o mais interessante da graça de Deus... Ela é tão simples que as vezes cremos contra Ela por achá-la um absurdo. Mas se a graça é um absurdo, eu sou o mais “absurdado” de todos, pois me recuso a crer em algo além disso. Me recuso a acreditar em algo além de Jesus e a Cruz. Me recuso a acreditar em justificação pelas obras e não pela fé.

Você pode pensar que estou querendo dizer que você não tem que fazer nada, que obediência não é importante. Bom... Isso é importante, mas não é um jejum que me aproxima de Deus, não é um monte que me aproxima de Deus, não são minhas horas lendo a bíblia que me aproximam de Deus, não é o meu dízimo, não é minha obediência.
O que me aproxima e aproximou de Deus é uma pessoa chamada JESUS. Se não for por Ele eu não tenho acesso a Deus.

Tudo que quero dizer é que Ele é a VIDA e não um faça e não faça.


Meu nome é Raphael e eu amo esse absurdo(graça) que muitos ateus e crentes não creem.

09 novembro, 2017

A arte que faz arte com a gente


Eu notei que o meio cristão tem medo de fazer parte de algumas áreas da sociedade. Quer que eu te prove? Quantas vezes você ouviu falar de um ator cristão que era estrela da novela das 8? Quantas vezes você ouviu falar que um pintor cristão está rodando o Brasil para mostrar suas obras que criou com a inspiração do Espírito? Onde está o poeta que recebe a inspiração do Pai e traz alívio ao mundo com suas palavras? Eu não ouço falar. Isso tudo se deve ao fato de termos sido criados na cultura de que Deus quer é louvor!

Crescemos com músicas como de Cassiane onde você é induzido a louvar até em momentos que não faz sentido algum. Dança, poesia, pintura... Também manifestam a glória de Deus. Eu diria que de uma forma tão profunda que poucos entenderiam. E esses poucos são os que só conseguiriam enxergar Deus através dessas artes. Pessoas de alma, de coração único, que têm um romance especial com o misterioso.

Pare de achar que Deus só usa um caminho, uma forma, um jeito. Para mim, a maior habilidade de Deus é ser tudo ao mesmo tempo. É ser amor, paz, cura, perdão, alegria, fé, força, consolação, amizade... tudo ao mesmo tempo! Ele não tem um padrão.

Louvor e adoração é algo íntimo, específico de cada um. Cada um faz da maneira que sente que deve ser. Deus nunca vai limitar a maneira com a qual você se expressa pra Ele. Por isso volte a escrever aqueles poemas lindos que sempre escreveu, os desenhos sensacionais que desenhava ou as composições profundas que escrevia. Tudo isso veio do céu pra você. Não tenha receio em usar isso!

Ame sua arte, seja qual for.

Uma vez conversei com um rapaz dentro do ônibus. E lhe disse: sabia que Deus ama seus sonhos? E ele respondeu: eu acho que não ama não! Disse que não era verdade. E ele respondeu o seguinte: "Eu quero ser músico, tocar em um grupo de pagode. Eu nasci pra isso! Mas minha família sempre disse que isso era coisa do diabo e Deus não iria me deixar realiza-los. Então desisti de ligar este meu sonho a Deus".

E assim caminha o meio cristão...

Machucando pessoas, acabando com sonhos, se desligando do mundo. Que eu me lembre o nome de Jesus ao se tornar homem era EMANUEL (Deus conosco). Esse Deus conosco eu traduzo como Deus no meio dos homens, Deus na sociedade, Deus fazendo parte desse mundo. Afinal Ele colocou Cristo em nós. E isso significa que Emanuel continua no meio dos homens, na sociedade. Porém, quando não nos colocamos no meio de áreas da sociedade, então, é como se Jesus não estivesse também, visto que Ele vive em nós.

Eu amo toda forma de arte. Do desenhista ao malabarista. Isso no Brasil é algo SENSACIONAL!!! Tem tanta gente talentosa. Que a cultura de um Deus bondoso, profundo e gracioso se espalhe por essa terra através das manifestações artísticas!

Meu nome é Raphael e eu faço parte dessa arte que vai mudar o mundo.




07 novembro, 2017

O Evangelho Gasparzinho


Uma das frases mais ditas pelos adeptos da Teologia da Missão Integral (TMI) é: o evangelho todo para o homem todo. Tal concepção parte do ponto de vista da integralidade do evangelho e da integralidade do ser. Sendo assim, tomamos como importante tanto a esfera espiritual como a esfera natural e as suas dimensões: social, biológica, histórica e política.

Há quem defenda que a igreja deve se preocupar única e exclusivamente com a proclamação do evangelho. Para quem assim acredita, o lema é: devemos levar a salvação da alma, pois igreja não é obra social. Uma das críticas feitas a quem se engaja muito com a obra social é a de que estão fazendo muito no âmbito natural, alimentando naturalmente os famintos e deixando de dar alimento espiritual e proclamar o evangelho. Afirmam que é necessário ensinar a pescar e não se deve dar o peixe.

Pois bem, quero aqui deixar registrada a minha crítica ao que chamo de “EVANGELHO GASPARZINHO”. É o evangelho que só se preocupa com a alma do indivíduo. Sua expressão máxima é: temos que ganhar almas! Esse pseudoevangelho diz que é preciso salvar a alma da pessoa, o resto é que se dane. Se ela está sem ter o que vestir, o que comer e onde morar, o problema é dela. Eu não posso fazer nada. O que tinha que fazer já fiz. Dei a ela o acesso ao reino dos céus. Aqui ela pode sofrer a vontade, pois o alívio dela será na eternidade.

Quanta hipocrisia! Quando eu falo do evangelho para uma mãe que mora num barraco sem saneamento básico, preocupada com a alimentação dos seus filhos, ela quer saber se essa tal “boa notícia” passa pela transformação da realidade dela.

Veja o que a bíblia diz:


“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?”
(1 João 3.17)

É muito comum vermos igrejas fazendo barganhas e praticando o proselitismo com cestas básicas. Fornecem as cestas desde que as pessoas mantenham frequência aos cultos. Costumeiramente acontece de uma pessoa faminta entrar num templo, logo o obreiro diz: “fica aí, senta assiste a escola dominical, depois o culto, então veremos o que podemos fazer para lhe ajudar.” Quer dizer, a pessoa que já está com fome vai permanecer por mais horas sem se alimentar. Será que ela realmente irá prestar atenção e dar crédito aquilo que será falado na igreja?

Pensando bem... Que atitude mesquinha essa. Se a pessoa não quiser partilhar da mesma fé que eu e não quiser assistir o culto ela deve morrer de fome? A minha ajuda está condicionada a isso?

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?”
(Tiago 2.14-16)

Jesus ordenou aos seus discípulos que dessem de comer ao povo. Não mandou ninguém trazer varas e ensinar a pescar.

“E, sendo chegada à tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer."
(Mateus 14.15-16)

Uma desculpa das mais esfarrapadas que vejo é a de que já sou dizimista. Ao dar o dízimo, muita gente pensa que já cumpriu sua obrigação, portanto, se vê isenta da necessidade de socorrer o necessitado.

Repare na parábola do bom Samaritano. O sacerdote e o levita estavam tão preocupados com a sua atividade no templo que esqueceram de ver Jesus ali deitado a beira do caminho.

Para nossa reflexão:

“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram;
Necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’.
"Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos?
Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? ’
“O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.’”
(Mateus 25.35-40)

Como esse “evangelho Gasparzinho” tem se espalhado por aí. O evangelho é integral, ele abrange a minha vida como um todo. Para quem não entendeu: 10% é o mínimo. Sua vida, suas finanças, seu tempo, sua energia devem estar 100% comprometidas com a causa do reino. Por isso, o evangelho abrange em 100% a vida e as necessidades humanas, isto é, copo, alma e espirito.

A.    F. Freitas



05 novembro, 2017

A glória da 2ª reforma será maior que a da 1ª


Recentemente comemoramos os 500 anos da reforma protestante. Um momento marcante na história do cristianismo e que trouxe bases concretas para nossas vidas. Através de homens de coragem e fé, os quais a terra não era digna de tê-los o evangelho pôde ser propagado.

Em meio a seus conflitos pessoais sobre a fé em Deus e a salvação, Martinho Lutero chegava a punir a si próprio para se sentir merecedor do perdão e aceitação de Deus. Confuso e perdido empenhou-se em conhecer a Deus e sua obra de salvação por meio de Jesus Cristo. E foi assim que iniciou-se a reforma.

O estalo da salvação pela graça através da fé aconteceu com Lutero e ele percebeu que passou a vida inteira buscando algo (aceitação de Deus) que havia recebido através de Jesus. Acho que talvez você pode ter se identificado com o que eu disse. Talvez também esteja passando por isso e querendo merecer um favor que é imerecido.

O impressionante é que Lutero entendeu essas verdades e combateu o sistema de mentiras e enganos que havia na época. Num momento em que se acreditava que era possível comprar um lugar no céu, ou, receber perdão fazendo algo; Lutero foi a voz que clamou contra tudo isso e anunciava que o homem só poderia ser salvo pela fé em Jesus.

Por incrível que pareça, a reforma protestante parece que não teve êxito nenhum. Vivemos num país de religiosidade onde pessoas estão mortas espiritualmente por causa da falta de alimento verdadeiro. Não existe a figura de Cristo, pois trocaram o próprio mestre por uma campanha, um saco de sal, pedaços de madeira, um lenço, um envelope de dízimo, trocando a perfeição do Filho pelas coisas mais fúteis do mundo.

E Hoje o mundo está próximo do criador, entendendo que Deus é amor e que os ajuda, conforta e consola. Você talvez conheça pessoas que nunca pisaram numa igreja, mas são apaixonadas pelo criador. Aceitando o filho sem saber que o aceitaram... Tão próximos de Deus e tendo relacionamento com Ele de uma forma espontânea.

Hoje eu não oro pra uma segunda reforma ou avivamento na igreja, mas peço a Deus por uma reforma e avivamento no mundo. Que eles possam ver o verdadeiro sentido da salvação e se rendam ao Pai. Sei que esta será tão profunda que deixarão pra trás muitos pastores, líderes e crentes que decidiram ficar presos em seu comodismo, racismo, separatismo, fascismo, egocentrismo, legalismo, charlatanismo e em seu evangelho de mundo da fantasia (é evidente que não estou generalizando).

Parafraseando Jesus no evangelho de Mateus: as prostitutas, cobradores de impostos, doidos deste mundo, vão entrar nesse reino e assentar na mesa com Abraão, Isaque e Jacó.
A igreja (templo) não está preparada pra receber pessoas assim. Uma prostituta? Um roubador? Um gay? Isso para eles é como algo impuro. Misericórdia com o pecador pra igreja é como uma agulha no palheiro. Adoram dizer que Deus odeia o pecado mas ama o pecador.

Para mim a frase deles é: Deus odeia o pecado e o pecador. É isso que os vejo fazer. Um alcoólatra não pode ser tratado por Jesus e se recuperar aos poucos. Tem que ser no tempo do pastor. Limitam o Espírito dia após dia. Não o deixam trabalhar.

Mas a igreja (ser humano) que entende o que é igreja, está pronta para receber essas pessoas. Por isso, vamos abraçar, cuidar e amar nossos novos irmãos que vão chegar. Deus quer os loucos e perdidos. No reino de Deus é proibida a entrada de pessoas perfeitas!

Meu nome é Raphael Oliveira e eu faço parte da segunda reforma que acontecerá neste mundo.

*Raphael Oliveira é o youtuber responsável pelo canal Cherekantas Rébias e o mais novo colaborador do blog Evangelho sem Censura.




30 outubro, 2017

Uma reflexão crítica sobre os boicotes promovidos por alguns evangélicos


Recentemente alguns pastores e cantores evangélicos resolveram promover campanhas de boicote a marcas que demonstraram alguma simpatia pela causa LGBT. Silas Malafaia, Marco Feliciano, Ana Paula Valadão e outros, conclamaram seus seguidores para deixarem de comprar produtos de determinadas marcas, que segundo eles, estariam incentivando a homossexualidade, apoiando a pedofilia e atentando contra a família tradicional.

A lista de empresas é extensa: C&A, Boticário, AVON, OMO, Rede Globo...

De repente, milhares de evangélicos passaram rejeitar tais marcas.

Agora, qual o sentido disso tudo? Qual o propósito? A quem isso interessa? Quem está sendo edificado ou beneficiado com tais posturas? Em que Deus é glorificado e o meu próximo abençoado com um boicote do tipo?

Antes de avançar o raciocínio, vamos nos deter ao fato de que o Brasil está passando por uma severa crise financeira e que milhares de pessoas estão desempregadas. Quando se promove uma ação contra uma empresa isso resulta na queda de vendas e, consequentemente, em demissões em massa. O produto não vende, então demite-se os vendedores, fecha-se a loja, demite-se quem trabalha na indústria, e assim sucessivamente, um efeito cascata que abala a renda e o sustento de milhares de famílias.

Será que vale a pena boicotar uma empresa porque um líder evangélico decidiu puni-la por não concordar com os seus valores cristãos? Pior... Vale a pena levar adiante um boicote sabendo que milhares de pessoas poderão ser prejudicadas e perder seus empregos? Já pensou nisso, caro crentelho militante dos boicotes?

Dito isso, vamos seguir. Se é pra fazer boicote, tem que fazer direito. Não vale ser incoerente. Quero ver a crentelhada boicotar a Coca-Cola, que recentemente fez uma campanha em prol da causa LGBT, quero ver boicotar o Facebook e o Google. Boicote também a Apple, deixe de usar Windows e os softwares do pacote Office, porque a Microsoft é presidida por um homossexual.

Você que é a favor dos boicotes e usa terno e gravata, deixe de usar a gravata, pois é criação de um homossexual, portanto, “é coisa do demônio”. Também não viaje de avião e nem utilize relógio de pulso, pois ambos são invenções de um homossexual.

É impressionante a irrelevância desses boicotes, que apenas servem para demonstrar o poder de influência de alguns líderes. Tudo se resume a capital político e demonstração de força. Certamente há coisas mais produtivas para se fazer do que realizar boicotes.

É impressionante a tara dos crentelhos com a questão da homossexualidade. Para eles, todo assunto acaba em gay. Você fala de futebol eles dão um jeito de falar de gay, fala de política a mesma coisa, fala de carros, idem... É uma fixação!

Se estão procurando por inspiração para promover boicotes, sugiro que olhem para história e aprendam com o caso do movimento pelos direitos dos negros nos Estados Unidos. Os negros eram proibidos de sentar nos ônibus, até quem um dia, Rosa Parks, uma trabalhadora norte-americana, negra, se recusou a se levantar. Um branco disse para ela: "Levanta daí, sua macaca." Ela se recusou. Na época houve um grande movimento de boicote ao transporte rodoviário. Como a maioria dos passageiros eram negros, as empresas começaram a sentir no bolso, pois eles iam trabalhar a pé, mas não utilizavam os ônibus. Como sabemos, esse movimento ganhou a liderança de Martin Luther King Jr. e culminou numa série de conquistas para a população negra. Na época os negros não podiam andar na mesma calçada que brancos, haviam bebedouros distintos para negros e brancos.

As galerias que existem nas igrejas americanas e, que aqui no Brasil insistimos em copiar, tinham uma função: separar negros de brancos.

Outro grande exemplo foi o de Gandhi. Esse pequeno homem lutou contra a exploração e o preconceito na África do Sul. Na Índia, lutou pela independência do país, até então vinculado a Inglaterra. Promoveu um boicote a indústria têxtil inglesa que explorava a colônia, cobrando preços exorbitantes. Os indianos passaram a produzir artesanalmente o seu próprio tecido. O boicote culminou na independência da Índia.

Ambos os exemplos mostram uma objetividade, um sentido e uma relevância para se promover um boicote. Bem diferente do que está acontecendo no Brasil.

Para finalizar, por que não promover um boicote a empresas que fazem uso de trabalho escravo, que exploram sua mão de obra? Parece que isso não preocupa muita gente. Tudo que é de ordem moral causa alarde, agora aquilo que diz respeito a ética, a justiça a igualdade e ao bem-estar comum passa longe.

Quer promover um boicote? Promova. Mas faça isso movido pela sua consciência e não atendendo ao pedido de um líder famigerado que possui desejos escusos.

Até.


A. F. Freitas



05 outubro, 2017

A ovelha perdida é que se dane


Todos conhecem a parábola em que Jesus fala de um pastor que tinha 100 ovelhas. De repente, uma se perde, logo, o pastor deixa as 99 e vai em busca da ovelha perdida.

Pois bem, essa parábola deveria balizar a ação pastoral e da igreja com aqueles que se afastam. No entanto, não é o que costuma acontecer.

Tenho conversado com muitas pessoas, que ao compartilhar suas histórias, relatam que deixaram de frequentar um templo por algum motivo. Contudo, o que mais me chama atenção e, é enfatizado por quem me relata, é que após deixar de frequentar a igreja ninguém entrou em contato. Nem o pastor, nem os obreiros, nem os diáconos, nenhum membro. Em todos os relatos isso causa espanto e indignação.

Parece que ao mesmo tempo em que a pessoa deixa de ir à igreja, deixa de ser importante, deixa de ser querida, deixa de existir. Isso contraria a lógica pastoral ensinada por Jesus. Aquela parábola estabelece qual deve ser a prioridade.

Nenhum telefonema, mensagem de texto, e-mail, nada... Visita? Nem pensar. Ninguém procura a ovelha desgarrada para saber se está tudo bem, se precisa de ajuda, ou, se está enfrentando alguma crise.

O pior é que ainda dizem que devemos amar. Amar até os nossos inimigos. Como assim cara pálida? Se não consegue amar aquele a quem outro dia chamava de irmão!

Ocorre também, que a pessoa que está afastada vai ficando sem graça, pois sabe que o dia que voltar a igreja as pessoas vão lhe dizer: Está sumida! O que ouve? Ou então irão lhe abordar em tom de cobrança, exigindo explicações para justificar as ausências. O que era ruim fica ainda pior.

É preciso olhar para dentro, fazer autocrítica. Chega de hipocrisia. Não me venha com esse papo de amar quando a lógica que impera é: a ovelha perdida é que se dane.


A. F. Freitas




Invista em você

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